te vejo e ve, me vês agora e viste!
Turvo te vejo a ti, tu a mim triste,
claro te vi eu já, tu a mim contente.
A ti foi-te trocando a grossa enchente
a quem teu largo campo não resiste;
a mim trocou-me a vista em que consiste
o meu viver contente ou descontente.
Já que somos no mal participantes,
sejamo-lo no bem. Oh, quem me dera
que fôramos em tudo semelhantes!
Mas lá virá a fresca primavera:
tu tornarás a ser quem eras de antes,
eu não sei se serei quem de antes era.
Francisco Rodrigues Lobo
muerto ahogado en el río Tejo en 1622
muerto ahogado en el río Tejo en 1622
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